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Sobre envelheSER

Posted on by Renata Stuart in Reflexão | Leave a comment

Fim de ano sempre vem com aquela sensação de que o tempo está voando cada vez mais rápido. O que eu fiz nesses 365 dias? Nem vi. Foi um flash. Me lembro como se fosse ontem a sensação de quando fiz 15 anos. Hoje, me aproximo dos 30. Quando eu assustar, estarei nos 50.

Se temos uma certeza é que a idade chega para todos. Ou assim desejamos! Como dizia minha bisavó (mãe da minha tia avó da foto): Quem não quer ficar velho tem que morrer novo.

Cada fase é única, e envelhecer faz parte desta experiência que é a vida.

Quem vê as rugas da minha Tia Eny não consegue imaginar quanta VIDA existe por trás delas.

As rugas nos mostram que ali existe história. Existiram momentos. Existiram Desafios. Dores. Amores. Dias de sol. Dias de chuva. Noites tranquilas. Noites mal dormidas. Prazeres. Decepções. Superações. E com tudo, sabedoria.

Que eu seja privilegiada de poder “envelheSER.” Afinal, SER envelhece. SER nos demanda coragem. SER nos traz sorrisos. SER custa lágrimas. SER nos oferece emoções, aprendizados. SER envolve CRESCER. SER é vencer.

Sim, envelhecer – “sendo” e não apenas existindo – é vencer a vida! (Ou a morte?) Perder é morrer jovem. Cada minuto aqui é raro. É precioso. É um presente.

Que façamos valer! E que não tenhamos medo do tempo, das linhas de expressão, dos cabelos brancos. SEJAMOS! ????

~~(Obs: Se for pra envelhecer, que seja como a Tia Eny. Com leveza, serenidade e ternura. Está pra nascer alma mais bonita e doce. O que ela tem de amor, tem de sabedoria. Sempre uma palavra carinhosa e sábia para oferecer. Te amo, Tia Eny

Me encontrei

Posted on by Renata Stuart in Desabafos | 13 Comments

Quem é você? Sempre achei difícil responder a esta pergunta. Preencher os irritantes ‘profiles’ das milhares de redes sociais ou até mesmo responder questionários para concorrer a uma vaga de emprego. Enfim, o fato é: Nunca me defini com facilidade. E nunca entendi o porquê dessa necessidade de se autorrotular.

Quem eu sou? Cá pra nós, o que eu disser sobre mim realmente vai mudar algo sobre o que você pensa sobre mim? Acho que não. Posso até dizer minhas preferências de lazeres,lugares,  filmes e música. Até ai tudo bem.  Mas, no que diz respeito à personalidade e a imagem que refletimos, cada um tem em mente uma versão muito particular do outro e não são palavras que vão mudar isso. Fato. Muitas vezes, o que eu digo, pode não ser o que eu sou – quase nunca é – mas sim a minha impressão de mim mesma, a projeção que tenho de mim, ou quem eu gostaria que eu fosse.

Hoje, confesso, desisti de me definir.  Descobri que o único motivo que nos leva a essa tentativa de nos autodescrever o tempo todo é a necessidade – vazia e em vão – de ter que se autoafirmar para alguém, para o mundo, para todo o público que nos cerca. É o fato de ter que se mostrar decidido, coerente, forte, e cheio de si.

Hoje, posso dizer que me encontrei. Já chega. Que se danem os rótulos. Descobri que vivo melhor sem ter o compromisso de cumprir o script, sem a responsabilidade de me autodefinir e de ser coerente com o que eu disser que sou.  Sou muitas, não sou uma só. Não sou como um produto químico que tem uma fórmula exata. Meus componentes são diversos, momentâneos, incoerentes. Não sou a mesma para todos e nem serei a mesma o tempo todo. Sou razão com uma boa dose de emoção, sou sistema nervoso afiado, sou coração abobado, putz, sei lá mais o quê. Sou um aglomerado de sensações. Cheguei à conclusão de que é no transitório e no efêmero que me encontro.

Conheça-me. Conviva comigo. Observe-me. Atente-se às minhas atitudes, meu comportamento. Converse comigo. E construa a sua própria versão de mim. Wherever, me rotule como desejar. Me ache isso ou aquilo outro, deixo essa árdua tarefa para os outros. Mas a mim não. Me importa apenas o VIVER e  o SER. Ser por inteiro, ser em essência, ser do jeito que me der na telha, do jeito que me interessa e ponto.

E você? Quem é?  =)

 

Por Renata Stuart