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Lembranças que remexem o estômago

Posted on by Renata Stuart in Reflexão | 2 Comments

Ei, você se lembra? Senta aqui e me diga: do que você se lembra mais? São tantas coisas, né, eu sei, fica difícil calcular. Mas será que você se lembra de todas as pessoas que já passaram por sua vida? Aquelas que, ainda que por pouco tempo, deixaram marcas profundas ou aquelas que simplesmente passaram como quem cruza uma esquina?

E daquelas que só apareceram para lhe causar dor, que te prometeram o mundo, que juraram sempre estar ao seu lado e, quando você mais precisou – PUFT – desapareceram num passe de mágica. Eu sei, essas você preferia esquecer…

E as palavras ditas, você se recorda? Aquelas que tinham o poder de colorir seu dia ou até mesmo te desmoronar e, hoje, já não têm valor algum? É, temos que admitir, tudo muda. A interferência do tempo é algo inacreditável. As palavras se esvaem, as pessoas se reinventam, os amores mudam e renascem em novos corações, vão e vêm.

As promessas nem sempre são cumpridas e os planos nem sempre concretizados, porque no meio do caminho, você também muda, e seus sonhos, e suas verdades, seus gostos, suas escolhas.Tem coisas que se vão, que as circunstâncias levam, e que o vento não traz de volta, e ponto. É preciso aceitar, ainda que seja uma tarefa árdua, que tudo um dia se vai. Mas o que é verdadeiro realmente fica, ainda que apenas em nossa mente, nosso coração, nossa alma, mas, de alguma forma, fica.

E, acredite, isto não é um conselho de livro de auto-ajuda, mas têm coisas que mudam para o nosso próprio bem, cedo ou tarde, a gente descobre isso. Às vezes, não estamos perdendo algo, mas sim nos livrando de algo. Certas portas são fechadas para que novas possam ser abertas, certas pessoas se vão, para que novas possam entrar. E a lágrima costuma ser uma maneira de limpar o território para os sorrisos que estão por vir.

Viver é lembrar e, ao mesmo tempo, aprender a esquecer. Não digo esquecer como quem faz uma lavagem cerebral na memória e seleciona o que se quer deletar. Não, não falo disso. Mas falo de superação, de cabeça erguida, do famoso “bola pra frente”.

E essas lembranças, que tanto remexem nosso estômago, não podem ser deletadas, elas sempre vão estar ali, em off, subentendidas, adormecidas. Mas também são elas que nos ensinam a ser mais fortes, mais atentos, mais maduros, mais imperfeitos, mais reais, mais humanos.

As lembranças do ontem estão estampadas no que somos hoje. Elas trazem não só saudade, mas dor, medo, culpa, ausência, perturbação, nostalgia. E servem para nos lembrar – como o nome sugere – de algo que foi verdade um dia.

E é essa noção de verdade que nos faz valorizar o que a vida tem de melhor, tirando de cada sofrimento, de cada tombo, de cada joelho ralado, de cada decepção, de cada lembrança, um aprendizado.

Como dizem mesmo?  Recordar é viver.

Por Renata Stuart

Palavra do Dia – Rosely Stuart

Posted on by Renata Stuart in Entre Aspas | 3 Comments

Desta vez, a palavra do dia é da pessoa que eu mais amo no mundo: Minha mãe. Coincidência ou não, ela também ama escrever e, remexendo papéis antigos, achamos um texto que ela fez no dia 17 de fevereiro de 1998. Não podia deixar de compartilhar aqui. Grande beijo! :)

 

 

Sentimento

Sentir!

Palavra forte e sensível que, originada do sentimento, nos faz vibrar de emoção.

Quando sentimos aquilo que realmente chamamos de emoção,

nosso corpo, como que queimando em desejo, nos faz transbordar de tanta felicidade.

 

Quando sentimos forte essa emoção, nosso corpo fala por nós,

Ele corresponde a cada gesto, a cada toque, a cada olhar.

Às vezes, sentimos tão forte essa emoção que nossa respiração se prende a cada lembrança..

Somente quem tem sensibilidade pode viver esse sentimento.

 

Sentir é tão bom que, mesmo à distância, fechamos os olhos e a emoção fala por nós.

Revivemos cada momento como se estivesse acontecendo de novo.

Tudo fica registrado na nossa memória, no fundo de nossas lembranças…

 

No fim das contas, sentimento é tudo aquilo que eu sinto por você.

 

Por Rosely Stuart