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22 de maio – Dia do Abraço

Posted on by Renata Stuart in Reflexão, Textos de amor | 1 Comment

largeAhh…o abraço.

Nada como estar dentro de um abraço sincero.

Envolvida em uma energia gostosa, pura e acolhedora.

Só os fracos e insensíveis desconhecem o valor de um abraço.

No beijo, existe sedução e mistério. No abraço não. E isso que é mágico: o abraço nos deixa “nus”, transparentes, e revela o que está oculto, denuncia aquilo que não é dito. É um silêncio de entrega e confissão.

Mas assim como um beijo, um abraço de verdade exige sintonia.

Não acontece com qualquer um.

Um abraço tem a incrível capacidade de paralisar o tempo.

Ele é o único momento em que temos dois corações no peito.

Um abraço transmite emoções, mata o frio e alivia dores.

Ele faz o coração bater mais forte e, ao mesmo tempo, acalma a alma.

O abraço foi o gesto que inventaram para que possamos dizer MUITO sem dizer absolutamente NADA.

Um abraço apertado revela a urgência de quem se despede desejando ficar.

Um abraço sutil revela a paz de quem encontra bem estar na companhia do outro.

Muitas vezes, só damos o devido valor ao abraço quando não podemos mais ter o abraço de alguém.

Devo confessar: eu sou uma viciada em abraços.

Feliz Dia do Abraço! 

Por Renata Stuart

Palavra do Dia – Martha Medeiros

Posted on by Renata Stuart in Entre Aspas | 3 Comments

Despedida

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

- Martha Medeiros -