Palavra do Dia – Caio F. Abreu

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Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Mas tudo está bem agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e bem. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.

– Caio Fernando Abreu –

O dia DELAS – 08 de março

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Umas são tímidas, de olhos baixos e voz suave. Outras são ousadas, impetuosas e determinadas. Umas não precisam de nada além de filhos e marido. Algumas só querem mesmo cuidado e atenção, e outras não abrem mão da profissão, da independência financeira. Umas travam uma batalha contra o tempo, se torturam nas academias e querem ser eternamente jovens, já outras veem a velhice como maturidade, e aceitam as rugas sem preocupação . Umas seguem a cabeça, outras só escutam o coração.

São elas que são tachadas pela bunda ou pelos peitos que possuem. São elas que sofrem os efeitos da TPM, as cólicas menstruais e a dor do parto. São elas que se depilam, mantêm as unhas feitas, fazem as sobrancelhas com frequência e estão sempre perfumadas. Algumas fazem manobras diárias. Apesar do “sexo frágil”, são elas quem têm que dar conta da casa, dos filhos, do trabalho e de si mesma. São elas que toleram o padrão de beleza imposto, as cantadas ofensivas e as piadinhas machistas.

Elas, que foram ‘santas’ por séculos, que engoliam tudo, reprimiam desejos e tapavam os olhos para tudo o que lhes era negado. Elas, que têm a capacidade incrível de fazer mil coisas ao mesmo tempo, elas que, hoje, ocupam cargos de comando em empresas, e governam até países.

São elas que diariamente, em especial hoje, merecem o nosso aplauso. Mais do que um dia para dar e receber rosas, hoje é um dia para homenagear as mulheres que morreram na luta contra a violência, a injustiça, e a repressão. E, mais, hoje é um dia de se orgulhar de tudo que, nós, mulheres, conquistamos.

Parabéns a você, mulher _o/

 

Por Renata Stuart

Palavra do Dia – Martha Medeiros

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Despedida

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

– Martha Medeiros –

Amigo não cobra, pede.

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Uma das coisas que mais valorizo é a amizade. Ser o porto seguro para alguém é tão bom quanto saber que você também tem um refúgio, um território conhecido, uma espécie de divã, de onde você pode se abrir, sempre que precisar. Adoro quando uma amiga me procura para compartilhar uma conquista, um desabafo, ou uma fofoca que seja. É sinal de que a minha opinião, ou simplesmente a minha atenção, significa algo para ela. Isso pra mim é amizade. Como dizem mesmo? A amizade multiplica as alegrias e divide as tristezas.

Mas até que ponto nossos amigos precisam carregar nossas tristezas? Já passei por situações muito tristes na vida. Situações que, sempre que me veem a memória, arrancam lágrimas que dariam um rio. O fato é que nem sempre meus amigos estavam por perto, segurando a minha mão. Não os julgo por isso e nunca cobrei isso deles. Quando estamos enfrentando uma luta na vida, a nossa vida pára e, nem por isso temos o direito de esperar que a vida das pessoas que amamos pare junto com a nossa. A vida é corrida e, mesmo que o mundo esteja prestes a desabar sobre mim, ele não gira em torno do meu próprio umbigo. O ponteiro do relógio não interrompe seu percurso. A vida me ensinou isso.

Claro, nessas horas só queremos alguém para desmontar em cima, para gritar, para sofrer junto. Mas, além do amor, outra coisa que não se cobra é o tão esperado consolo. Tem gente que passa por um problema – como se fosse a única pessoa que está sofrendo na face da terra – e tudo o que faz é se fazer de vítima, bancar o excluído, que ninguém ama, e ninguém se importa. Só sabe cobrar um gesto, um ato, uma reação dos amigos.

Ombro, colo, consolo, abraço forte, uma palavra de apoio ou até um silêncio compartilhado – tudo isso é muito bom –  mas quando é natural, de coração. Essas coisas acontecem na hora certa, quando o coração sente que precisa oferecer. Cada um tem o seu momento e cada um tem um jeito de encarar a vida, a morte, a dor. Não devemos esperar que as pessoas façam o que nós faríamos. Algumas pessoas se recuam diante do sofrimento, faltam palavras, falta jeito para entrar no assunto. Não cabe a mim julgar que, por isso, elas não se importam comigo. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Por que, ao invés de esperar a força vir até nós, não vamos até ela? Falta humildade para ligar e dizer: ‘amigo, preciso de você’. Só quem é amigo mesmo ousa fazer isso.

E tem aquele tipo que espera muito e pouco faz. Já vi pessoas cobrando coisas que nunca – nunca mesmo – fizeram a ninguém. É muito fácil esperar consideração, cobrar sentimentos, exigir atenção. O difícil é abrir os braços, se doar e se colocar inteiramente à disposição do outro. Isso sim é raro.

Acredite, as pessoas nem sempre vão corresponder às suas expectativas, nem sempre vão te bajular ou se curvar diante de você (tem gente que gosta é disso), nem sempre estarão ali, no stand by à sua espera, e nem sempre vão concordar com a sua opinião. Às vezes elas erram, pecam por distração, pecam por medo, pecam por serem diferentes de você e te decepcionam. Ignorância é virar as costas e perder uma amizade de valor pela simples necessidade de estar no centro das atenções.

Por Renata Stuart

Palavra do Dia – Clarissa Corrêa

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‎”Sabe aquela pessoa que faz você ter vontade de ser melhor a cada minuto? Sabe aquela pessoa que faz você pensar ele-vale-qualquer-dorzinha-que-o-amor-causa? Sabe de quem falo agora? Então, pensa. Fecha os olhos e pensa bem forte, até a imagem da pessoa surgir na sua mente. Pensa na pele, na expressão dos olhos, no dedão do pé, na espessura do fio de cabelo, na cor do sorriso, nas pintas, nos cílios. Pensa no impensável. Pensa naquilo que só você conhece, um jeito de rir (…) Eu aposto que seu coração se sentiu em casa, um velho conhecido daquela imagem que te faz tão bem. Porque quando a gente tem um sentimento forte por alguém, a gente se sente bem.”

– Clarissa Corrêa –

Nada pela metade

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Pode parecer clichê, mas sou do tipo oito ou oitenta. Nada pela metade, meio termo não me atrai.  Prefiro o certo ao duvidoso, o frio ao morno, o não do que o talvez. Se confio, confio por inteiro, confio sem medo. (até que me provem o contrário). Não entendo como algumas pessoas sustentam relacionamentos com desconfianças. Prefiro abrir mão de um amor e sofrer como uma condenada do que viver uma vida cercada de dúvidas, medos, inseguranças. Não agüento viver na interrogação, nas reticências. Preciso do ponto final. Da certeza. Preciso da transparência.

Se amo, me entrego de verdade. Até tento esconder um pouco o sentimento, para seguir os bons costumes da conquista, sabe como é, ser durona é atraente. Mas, se gosto mesmo, logo dou a cara a tapa e amo, amo meeesmo. Com direito a mensagem de madrugada, atitudes inusitadas no meio do dia e outras bobices de quem sente tudo ao extremo.  Com a amizade é a mesma coisa. Sou uma amiga que você pode contar para TUDO, a qualquer hora, ou não sou sua amiga. Não sei oferecer meio ombro, meio abraço, meio colo. Amizade tem que ser inteira, cheia, sem espaços em branco, sem lacunas. Amigo que é amigo abre o coração e fala o que sente, sem pudor, sem desconfiança, sem medo ou vergonha do que ele vai pensar. Amigo  escuta, dá conselho, ri e chora junto. O resto é colega. Colegas temos aos montes. Ter um amigo apenas já é uma grande vitória.

Minha repulsa pelo meio termo me acompanha até nas minhas tarefas diárias, nas coisas mais simples. Se me submeto a fazer algo, procuro fazer da melhor forma possível. Me cobro, enlouqueço, quebro a cabeça, me canso. No final, pode não ter ficado como eu esperava, mas eu estou ciente de que me doei por inteiro. Ou me esforço, me dedico naquilo que me dispus a fazer, ou não faço. Não sei fazer algo mais ou menos, meia boca. O problema de se cobrar muito é a frustração gerada com os resultados nem sempre agradáveis. Mas a vida tem disso. É melhor perder sabendo que se fez tudo que estava ao seu alcance, do que perder por falta de empenho.

Coca light, não. Se vou beber coca-cola, que seja a comum, a verdadeiramente boa. Meia palavra não. Se vamos conversar, vou dizer tudo que sinto aqui dentro, vou expulsar o que está ruim, desapertar o que está incomodando, aliviar o que está sufocando. Simples assim. Não me peça para medir o que vou dizer. Quando começo, não paro.

Meia emoção, não. Se choro, choro litros. Se rio, rio com vontade, com prazer. Não sei esconder o que o coração diz, minha fisionomia sempre me entrega, seja num sorriso amarelo, ou numa cara amarrada. Não suporto gente que não se comove, não se toca, não se sensibiliza, não sente ou reprime o que sente. Sentimento foi feito para ser expulsado. Os bons sentimentos devem ser compartilhados, para trazer alegria a quem os recebe. E os ruins devem ser libertados, pois o mal corrói por dentro. Mágoa, angústia, rancor, inveja, entre outros, só servem para machucar quem os sente, ninguém mais.

Sim. Me recuso a viver pela metade. Sonhar pela metade, acreditar pela metade. Quero o inteiro, o todo, o completo. Quero a luz ou a escuridão. O quente ou o gelado.  O muito ou o nada. Quero alguém que esteja ao meu lado de corpo inteiro, do contrário, não esteja.Tô pedindo muito, né? Sei disso. Mas sejamos francos: A vida é muito curta pra gente se contentar com o ‘mais ou menos’.

Por Renata Stuart

Palavra do dia – Allan Ferreira

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A Palavra do dia de hoje é de um amigo muito querido, que muito me incentivou com o blog. Ele escreve muito bem e tem sempre uma palavra sábia, de força, que nos inspira muito. Não deixem de acessar o blog dele. http://allanferreiraoficial.blogspot.com/

Bom resto de semana a todos!

O amor nasceu arraigado a liberdade. Aquele que enxerga o amor por entre grades é o mais iludido de todos.O elo do amor é a confiança. O estandarte é a liberdade. Quem ama cativa de tal forma que não precisa de amarras.

Se o amor não chegou ainda pra você, espere… Ele pode bater a sua porta a qualquer momento, por isso deixe o ambiente propício, os biscoitinhos no forno e a lareira acesa.

A paixão inflama o coração. Quando bem canalizada aquece e aconchega, mas quando mal direcionada queima e destrói. Saber nortear suas paixões é um passo gigantesco para a felicidade.

– Allan Ferreira –

 

Linha de chegada

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Nos acompanham planos, projetos, sonhos. E aquela vontade de enxergar de vez o que é que nos espera do outro lado, no fim da largada. Querer é fácil, idealizar mais fácil ainda. Difícil é partir pro ataque, encarar de frente as dificuldades que surgirão no percurso.

E prometemos: Amanhã tudo será diferente. Vou inovar, vou me mover, vou mudar.  Mas daí vem o amanhã e, junto com ele, milhões de empecilhos. Vinte e quatro horas apressadas demais. Mal tive tempo de pensar, deixa para amanhã, sem falta.

E aquele medo aliado a preguiça de sair da zona de conforto hesita em nos deixar. A rotina é mais cômoda, todo mundo aprova, compreende. Ninguém contraria o óbvio. Difícil é levantar decidido com uma ideia na cabeça e não dormir com ela inacabada. Fácil é deixá-la ali, subentendida, sobrevoando, para outra oportunidade, quem sabe.

Depositamos toda nossa fé no dia seguinte, no mês seguinte, no ano que vem. Todo dia uma esperança, uma promessa e um dia a menos para agir, um dia a menos para arriscar. Talvez essa covardia se deva a um único fato: Temos medo de avistar a linha de chegada sem ter cumprido todos os nossos planos. Até para perder tem que ser corajoso.

Por Renata Stuart

Melancolia

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Não que eu seja deprimida, não é isso. Não sei bem porque, mas, às vezes, a melancolia  me traz um quê de inspiração. Dias nublados, gotas embaçando a janela, o barulhinho calmante da chuva. Inverno, cobertor. Frio. Noite, estrelas. E, claro, a luz da lua, forte e estridente, invadindo meu quarto e iluminando meus olhos, ao mesmo tempo. Uma música lenta de fundo, daquelas que tocam pra valer, mesmo que eu não entenda a letra. Nessas horas, só a melodia e o tom de voz dizem tudo que precisa ser dito.  É uma espécie de fuga do mundo real para refletir. Uma janela para um mundo tranquilo, isolado, imaginário. Um silêncio de auto-conhecimento. Um momento entre eu e eu mesma. Ninguém mais. Isso me faz bem. Acalma a alma, aquieta o coração e deixa o ar entrar, para refrescar a mente. Sim, sou melancólica. Pronto, falei.

Por Renata Stuart

Palavra do dia: Tati Bernardi

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‎” Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje… Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina… E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar… Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil…e choro também! “

– Tati Bernardi –