O amor e o desejo



Muitos dizem que a felicidade só é encontrada quando o amor bate a nossa porta. Frio na barriga, coração batendo forte e todos aqueles clichês quando o assunto é amor. Concordo plenamente, se existe felicidade, sem o amor é que não há de ser.

Mas, será mesmo que o amor deixa de ser amor quando essas sensações gostosas se emudecem nos relacionamentos?

Li algo parecido no livro “Por que os homens amam as mulheres poderosas” (sim, eu li, é ótimo, e nada tem a ver com auto-ajuda). A autora diz que as pessoas, os homens em especial, estão sempre em busca de um objetivo mental. Ou seja, as mulheres não devem deixá-los 100% seguros porque, assim, o desejo acaba.

Anos de convivência, você o ama, ele te ama. Mas, então, por que será que ele não sente mais o acelerar do peito quando ouve a sua voz no telefone? Simples, porque você já é, de certa forma, dele. Só desejamos aquilo que não nos pertence.

Vejamos um exemplo. Você está doida para comprar aquela roupa linda que viu na vitrine e, quando compra, fica hiper feliz, quase em lua de mel com o modelito. Mas, algum tempo depois, você já se acostuma com a roupa e, embora  ainda goste dela, sente necessidade de comprar outra e outra, e assim vai. Só para ter aquela sensação gostosa pós-compra. (Tudo bem, o exemplo foi infeliz)

Então. Ele te ama e ainda te acha linda e atraente. Vocês adoram estar juntos. Mas aqueles efeitos colaterais que nos deixam abobados diante de alguém é prioridade de dois corações que ainda estão se conhecendo, sendo conquistados..Que ainda não se pertencem, que ainda não conviveram dias a fio. Calma lá, isso não quer dizer que um de vocês deva sair atrás de “novas roupas” por aí! Não me entendam mal. O que quero dizer é: O amor possui fases  e a fase da conquista é apenas a primeira delas.

Ingênuo é aquele que embarca em uma traição em busca de sentir novamente o coração palpitante. Adivinhe: Mais cedo ou mais tarde, as borboletas no estômago vão desaparecer novamente.  E essa busca será incessante e inútil. Falta de romantismo? Não, apenas realismo. Acredite, romântica como sou, também custei a entender isso.

Já dizia o Cazuza, eu quero a sorte de um amor tranqüilo. Desejos passam, o amor fica. E, este, por sua vez, é paciente, puro, fiel, compreensivo e, acima de tudo, maduro.

Posted on by Renata Stuart in Textos de amor

About Renata Stuart

Renata Stuart tem 28 anos e é mineira, de Belo Horizonte. Se não fosse comunicóloga, seria psicóloga. Gosta de se jogar, e mergulhar nas intensidades da vida. Nas palavras, encontra uma forma de colocar pra fora seu olhar sobre a vida! Escreve sobre o que sente, o que vê, o que ouve ou o que der vontade.

8 Responses to O amor e o desejo

  1. Luciana Souza

    Olá Renata
    Muito bom o texto novamente, concordo com vc, e graças a Deus eu consegui esse amor, estou casada com o meu primeiro namorado, e cultivamos o amor a cada dia, o que me faz uma mulher duas vezes agraciada, não sei se poderosa (kkkkk). Se vc ler o meu blog saberá porque. Bjão.

    http://ashistoriasdeumabipolar.blogspot.com

    • Renata Stuart

      Ei, Luciana. Sorte a sua de ter um amor desses, parece bem linda a história de vocês! Mas o mais importante é a gente entender que o amor possui fases, e cada uma delas tem um valor único! =) bjs, obrigada pela visita, mais uma vez!

  2. Rafael Faria

    Olá, cheguei aqui pelo Face e gostaria de parabenizar-te pelo bom post. Acho que o pedaço da frase ‘ porque você já é, de certa forma, dele(a)’ faz total sentido com a vida. Por isso só somos felizes depois de um grande tempo no futuro pois no futuro a chance de você buscar por coisas novas é menor hehehe. Aaa enfim, nem da pra explicar muito o que o seu texto faz pensar mais o fato é que ele é inspirador e verdadeiro. Bjos

  3. Ale

    Olá,

    Vc é boa com as palavras, parabéns,

    *Onde está o link pra te seguir, não encontrei,

    Um beijão e PaRaBéNs!

    • Renata Stuart

      Obrigada! Então, quem não é wordpress, pode me seguir por e-mail. Na lateral a direita, tem um espaço para você colocar seu e-mail e receber novos posts por e-mail.
      Também vou te seguir, ok?
      Volte sempre! =]

  4. Crônica da Semana

    Desculpe… Eu estava logado na conta do Curta Crônica, onde sou colaborador.
    Meu blog é o cronica da semana.
    abs Alexandre Vicente

  5. Renata Stuart

    hehehe… fiquei curiosa pela continuação da história! Vou assistir, sem dúvidas!
    Como posso te chamar?
    Obrigada pela visita =] Volte sempre!

  6. curtacronicas

    No trecho do filme Alta Fidelidade, do Stephen Frears, baseado no livro de Nick Hornby, o personagem conta à namorada que uma de suas grandes desilusões com relacionamentos foi descobrir que as mulheres não usam lingerie – só guardam as peças pra usar quando sabem que vão transar com alguém.

    A namorada responde, ofendida:
    – Eu tenho lingerie!
    E ele diz:
    – Eu sei. Mas você também tem aquelas calcinhas de algodão que já foram lavadas mil vezes.

    Mas no final, ele volta ao assunto (não vou contar o final do filme). Assista e complete o comentário (se quiser rs).

    Ótima reflexao.

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