Linha de chegada

Nos acompanham planos, projetos, sonhos. E aquela vontade de enxergar de vez o que é que nos espera do outro lado, no fim da largada. Querer é fácil, idealizar mais fácil ainda. Difícil é partir pro ataque, encarar de frente as dificuldades que surgirão no percurso.

E prometemos: Amanhã tudo será diferente. Vou inovar, vou me mover, vou mudar.  Mas daí vem o amanhã e, junto com ele, milhões de empecilhos. Vinte e quatro horas apressadas demais. Mal tive tempo de pensar, deixa para amanhã, sem falta.

E aquele medo aliado a preguiça de sair da zona de conforto hesita em nos deixar. A rotina é mais cômoda, todo mundo aprova, compreende. Ninguém contraria o óbvio. Difícil é levantar decidido com uma ideia na cabeça e não dormir com ela inacabada. Fácil é deixá-la ali, subentendida, sobrevoando, para outra oportunidade, quem sabe.

Depositamos toda nossa fé no dia seguinte, no mês seguinte, no ano que vem. Todo dia uma esperança, uma promessa e um dia a menos para agir, um dia a menos para arriscar. Talvez essa covardia se deva a um único fato: Temos medo de avistar a linha de chegada sem ter cumprido todos os nossos planos. Até para perder tem que ser corajoso.

Por Renata Stuart

Posted on by Renata Stuart in Reflexão

About Renata Stuart

Renata Stuart tem 27 anos e é mineira, de Belo Horizonte. Se não fosse comunicóloga, seria psicóloga. Romântica incurável, intensa e fã de pessoas, escreve para tentar entender o comportamento humano, os relacionamentos e a si mesma. Desistiu e chegou à conclusão de que a vida não se explica, se sente.

3 Responses to Linha de chegada

  1. Luciana de Mira

    E não devemos perder a fé, jamais!

    Amei. Beijos!

  2. Ale

    A linha de chegada não quero cruzar,
    Quero sempre ter a possibilidade de uma encruzilhada,

  3. Ale

    Menina, eu quero mais, é estar sempre em busca dessa linha,

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