Sobre amores genuínos


De todos os amores, descobri que há dois – em especial – que são incrivelmente reais e puros. O amor vindo de uma criança e o vindo de um animalzinho. Só quem sente entende.

Nada é tão reconfortante do que chegar em casa, após um dia exaustivo, e ver seu cachorro olhando pra você com a maior alegria do mundo. O que ele quer? Apenas dar amor. As vezes, nem recebe, mas nem por isso deixa de oferecer. Por um momento seus problemas se esvaem, pois você percebe o quanto é importante para seu companheiro. Uma troca de amor genuína. Você não precisa fazer nada, ele te ama de graça. Ele te consola com o olhar. Ele te respeita. Ele vê em você um abrigo. Ele te enche de lambidas, mesmo tendo ficado o dia todo sozinho. Ele te admira. Logo você, que nem se acha tão bom assim. Pra ele, você é, e não é pouco. Ele te segue, e seguirá sempre, até mesmo quando correr sobre quatro patas se torna uma tarefa difícil.

Com a criança, é mais ou menos parecido. Desconheço algo tão acolhedor quanto um abraço espontâneo de um pequeno. Aquele sorriso cheio de ternura que te desarma mesmo no dia mais difícil. Aquela risadinha inocente diante das coisas simples que nossos olhos – sem sensibilidade – já não são mais capazes de ver. Aquela satisfação após te procurar pela casa e te encontrar. Aquela pergunta mais mirabolante e ingênua que te faz rir e esquecer das responsabilidades. Aquele momento em que você é puxado pelo braço porque ele(a) precisa te mostrar algo. Aquela expressão de alegria ao aprender algo novo, algo que você ensinou. E de retorno, um olhar de admiração. Sim, você é – mesmo sem consciência – uma inspiração e uma referência para quem ele(a) vai ser um dia. Mesmo sem saber falar, esses “serumaninhos” se declaram o tempo todo. A linguagem do amor é universal.

Ter um cachorro ou uma criança em sua vida te faz mais humano (e aqui não me refiro apenas a um filho, incluo até mesmo um sobrinho, primo ou afilhado, desde que você conviva com ele). Esses seres nos fazem olhar para a vida com outros olhos. Você se torna menos egoísta. Você conhece mais de si mesmo. E se admira com sua capacidade de amar.

A energia que ambos trazem para sua vida é única. Amor, amor e amor, em sua forma mais crua e simples. Não há NADA por trás, nenhum interesse, nenhuma influência externa, nenhum jogo. Quando perder a fé no amor, olhe para seu cachorro, seu gatinho. Brinque com seu filho, primo ou sobrinho. Não sei muito sobre meu futuro, mas de uma coisa tenho certeza: haverá sempre esses amores envolvidos. Não abro mão. <3

 

Por Renata Stuart

Posted on by Renata Stuart in Reflexão

About Renata Stuart

Renata Stuart tem 28 anos e é mineira, de Belo Horizonte. Se não fosse comunicóloga, seria psicóloga. Gosta de se jogar, e mergulhar nas intensidades da vida. Nas palavras, encontra uma forma de colocar pra fora seu olhar sobre a vida! Escreve sobre o que sente, o que vê, o que ouve ou o que der vontade.

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